quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Uma frança quase germânica

Ao saber que o tema do próximo encontro da Confraria seria a França, fui buscar informações sobre os roteiros de comes e bebes naquele país. Na Cote D´azur, onde "mochilei" em 2008, já sei que a influência inglesa predomina e o cardápio é meio turistão (tem de tudo e para todos). 

Dos Alpes já tinha recebido relatos. Paris é Paris! Há também o Valei do Loire, roteiro para casais endinheirados, mas não havia ouvido falar sobre a Alsácia - região a Leste de Paris, quase na fronteira com a Alemanha. Mas, vamos ao que nos interessa: é um trecho de tradicionais vinícolas e, consequentemente, de boa comida! 




E pelo que vi e li as semelhanças com as demais regiões francesas param no vinho e na comida. A arquitetura é 100% germânica - por motivos já explicitados no parágrafo anterior. De Paris a Colmar - um dos quatro vilarejos que compõem o roteiro - a distância é de 560 Km.

Abaixo seguem alguns links com informações da região.


http://www.entreculturas.com.br/2010/12/a-rota-de-vinhos-e-as-vilas-floridas-da-alsacia/


http://www.conexaoparis.com.br/2011/04/06/alsacia-rota-do-vinho-colmar-riquewhir-hunawihr-ribeauville/


Abraços e até!!!



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Receitas secretas reveladas na internet!

Olha, a notícia é velha, mas como eu nunca tinha ouvido falar disso resolvi ser mais uma a publicar porque eu achei genial!

O grupo de hackers AnonSource, que se diz ligado ao movimento "hacktivista" Anonymous, resolveu postar na internet receitas secretas de pratos famosos dos cardápios de restaurantes fast food famosos. A Bloomin' Onion, do Outback, está lá. Aquele pãozinho escuro fofinho sensacional também! Bem como a receita da massa da panqueca do IHop, o molho Jack Daniel's do TGI Fridays (que saudade...) e o molho especial do Big Mac!

A coisa vai um pouquinho mais longe. Eles publicaram também as fórmulas de guloseimas industrializadas. Tem, por exemplo, como fazer Twix

Tudo está em inglês, mas vale muito a pena dar uma fuçada e tentar algumas fórmulas. Eu estou selecionando algumas, inclusive, para testar e publicar aqui. Vai que dá certo... :-d. Pode até render um jantar da confraria... :-D

Quem quiser matar a curiosidade, clica aqui

E aqui vai uma das receitas que me deixou mais intrigada: OREO COOKIES! Mais conhecido aqui como Negresco.



(Sério, será que dá certo? Eu PRECISO testar isso... Eu sei que é besta, que não é saudável, coisa e tal, mas eu acho irresistível a ideia de ter Oreos/Negrescos feitos em casa. Já pensou o cheiro disso quentinho?)

Oreo Cookies



COOKIE WAFERS:

1 (18.25 oz) box Dark Fudge Cake Mix
1/3 cup water
2 tablespoons shortening
 


CREME FILLING:

3 1/2 cups powdered sugar
1/2 tablespoon granulated sugar
1/2 teaspoon vanilla extract
1/2 cup shortening (no substitution)
3 tablespoons hot water


Preheat oven to 325F. Blend all ingredients; then knead with your hands until it is pliable like dough. Form dough into 3/4 inch balls and press flat, 1/2 inch apart on greased cookie sheets. Bottom of a glass works nice for this. Bake 4 to 6 minutes or until cookies are crunchy. I should think you could refrigerate the dough in cylinder
shaped rolls for a couple of hours and slice 1/8 inch thick, as well.
Let cookies cool on sheets.

Combine filling ingredients and mix well. Form into balls about 1/2 to 3/4 inch in diameter, again using your hands. Sandwich one filling in the center of two cookies and carefully press down until the filling spreads almost to the edge.

Makes 2 dozen cookies (4 dozen wafers)


Claro, o problema aqui começa em traduzir/adaptar a receita para ingredientes e medidas brasileiras. O Dark Fudge Cake Mix, por exemplo, é uma daquelas misturas prontas para bolo de chocolate. Eu não sei se vai funcionar com qualquer mistura. A coisa é ir tentando. Como para algumas pessoas o método tentativa e erro pode ser muito frustrante na cozinha, quando eu publicar aqui a minha versão de Oreo, vou colocar inclusive a marca da mistura que eu usei e que se aproximou mais do resultado desejado.

Traduzindo a receita, fica assim:


PARA O BISCOITO
 
520g de mistura pronta para bolo de chocolate
1/3 de xícara de água
2 colheres de sopa de gordura vegetal hidrogenada


PARA O RECHEIO CREMOSO

3 1/2 xícaras de açúcar refinado
1/2 colher de sopa de acúcar cristal
1/2 colher de chá de essência de baunilha
1/2 xícara de gordura vegetal hidrogenada
3 colheres de sopa de água quente

Pré-aqueça o forno a 180°. Misture todos os ingredientes, depois amasse com as mãos até que fique maleável como massa de pão. Com a massa, faça bolinhas de aproximadamente 2 cm de diâmetro distribua na assadeira já untada com manteiga, com 2 cm de distância entre as bolinhas.
 
Com a assadeira já arrumada, aperte as bolinhas, formando um disco. Use o fundo de um copo para fazer isso, para a bolacha ficar lisinha. Asse durante 4 a 6 minutos ou até que os biscoitos estejam crocantes.  
 
Outra possibilidade é fazer um cilindro com a massa crua, refrigerar essa massa e, depois, cortar em fatias, de mais ou menos 0,3 cm de espessura. Eu acho isso mais complicado, mas pessoas habilidosas (coisa que eu não sou nem um pouquinho) tendem a achar que esse método traz resultados melhores.
 
Para o recheio, basta misturar todos os ingredientes até obter um creme uniforme. Faça pequenas bolinhas com o creme e coloque sobre uma bolachinha. Coloque outra bolachinha por cima e aperte cuidadosamente, até o recheio chegar perto da borda. Tá aí o seu Oreo!
 
Rende duas dúzias de biscoitos. Ou quatro dúzias de bolachinhas, para aqueles que ADORAM comer biscoito recheado sem o recheio ;-)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A delícia da culinária de tradição (e o medinho que ela causa ao cozinheiro)

Receitas tradicionais ou de família são um desafio duplo para quem cozinha. Não é só o caso de você fazer o prato bem, mas você também se sente na obrigação de fazer o prato ter EXATAMENTE o mesmo gosto que ele tinha naqueles sábados ou domingos, quando vc degustava a tal iguaria na casa da mãe/avó/tia/madrinha...
Um exemplo disso foi o prato que o Victor se desafiou a servir no almoço que ofereceu junto com a Dani – sua mais nova parceira de confraria. Descendente de armenos, ele decidiu encarar o trabalhoso manti, Pense em minúsculas esfihas abertas, recheadas de carne, cobertas com um creme divino, polvilhado com sumac – uma especiaria oriental bastante conhecida no Oriente Médio, de sabor ácido e levemente picante (que, aliás, merece um post especial sobre temperos orientais...) Pois bem, isso é o manti. E eu posso garantir: o troço é DI-VI-NO!
Além do sabor sensacional, o prato é uma obra de arte. Sério, aqueles barquinhos de massa dão um efeito lindo, devem dar um trabalhão para fazer e, no meu ponto de vista, estavam perfeitos. Pequenos, delicados, bem modelados, um capricho só. Mas lá estava o Victor, meio inseguro, falando que o da mãe ficava muito melhor, muito mais delicado e tal...
De boca cheia, a gente se limitava a olhar para ele com ar de dúvida e balançar a cabeça. Tá bom, Victor...
O prato é assim:


Sem a cobertura, é assim:





Não foi nem de perto a única proeza da dupla no almoço. Como prato principal tivemos um belo pato, acompanhado de cogumelos refogados na vodca (especialidade da Dani) e batatas com alecrim. 


A Dani também arrebentou na sobremesa, meio culinária baiana “fusion”:


Isso é um sorvete de coco, rechado com doce de leite e crocante de pé de moleque, coberto com uma calda ABSURDA de chocolate 70% com whisky.
Ai, fala sério... isso é covardia...

Em breve, publico as receitas. E o próximo jantar vai ter making of e tudo!! Aguardem o meu ataque de biquinho na culinária francesa!

À bientôt!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Enfim, no ar!!!




Para variar, o Alan, meu digníssimo, me mete em encrencas.

Ele já tinha aprontado uma dessas antes. Estávamos uma vez estudando inglês em Malta, uma ilhazinha fantástica, perdida no meio do Mediterrâneo. E, um dia, ele chega da aula todo animado.

Alan: - Chamei o pessoal (a turma da sala onde ele tinha aula) para almoçar com a gente!

Eu: - Que ótimo! Onde vamos comer?

Alan: - Aqui! Você vai cozinhar!

Eu: - !?


Claro que eu entrei em desespero. Como é que o cabra chama uma cacetada de gente para almoçar assim, sem nem me consultar antes? E o que eu iria servir? E onde diabos eu iria encontrar ingredientes??

Malta me surpreendeu. Apesar de carne bovina e frango serem itens meio raros/caros, o supermercado mais próximo da residência estudantil onde a gente estava morando era bastante bom. Me lembrei de um prato que a minha avó fazia, uma espécie de arroz de carreteiro, mas com frango, e resolvi encarar. Na falta do peito de frango já prontinho, improvisei com um tipo de nuggets que eu encontrei por lá, maiorzão, mais carnudo. Quase um peito inteiro, com uma casquinha mais dura, mais croc croc do que a que a gente está acostumado. No problems! Desfiei os nuggets, levei o arroz para a panela com uns tomates. Umas duas taças de vinho tinto seco, uma boa pimenta, um toquinho de creme, só para arrendondar a coisa toda e voilá! Tava lá o arroz. Batizei de "Arroz de Itabuna", em homenagem à cidade onde fui criada, na Bahia, e na tentativa de dar ao prato uma referência exótica qualquer. O pessoal gostou, suou com a pimenta, "limpou" a panela e todo mundo saiu feliz.

Anos depois, lá vem o Alan de novo.

Alan: - Convidaram a gente para fazer parte de uma confraria! Estamos nessa!

Eu: - Confraria de quê?

Alan: - De gastronomia! Todo mês, um casal cozinha e recebe o resto do pessoal. É um menu inteiro

Eu: - E quem vai cozinhar?

Alan: - Ué... você!!!

Eu: - !?

 Claro que eu entrei em desespero. Até gosto de fazer um prato de vez em quando, mas putz! Uma coisa é cozinhar para um bando de estudantes. Outra é receber gente que gosta de cozinhar, sabe cozinhar, tem paladar apurado e coisa e tal. O primeiro jantar da confraria que a gente foi só aumentou meu pânico. A Roseann, nossa anfitriã, preparou um bacalhau inacreditável. A cada prato que ela servia, eu ficava pensando em como é que eu iria fazer jus àquilo tudo...

Meu dia chegou e, entre panelas, eu acabei trocando o nervosismo pela diversão. Me lembrei de pratos que comi em New Orleans e Savannah, quando viajei pelo Sul dos Estados Unidos, e cozinhar me fez voltar na viagem. Cozinhar, enfim, era bom. Por que o stress?

 Os jantares se sucederam em uma longa descoberta de sabores. Entre risadas, pratos deliciosos e piadas sem noção (hello, Victor!), as amizades se estreitaram, os copos se encheram, se esvaziaram, se encheram de novo. Nascida entre jornalistas em pleno do julgamento do Mensalão, nos bastidores do Supremo Tribunal Federal, a confraria se consolidou, virou um programa aguardado no grupo, chamou convidados e torturou amigos no Facebook - porque, claro, a gente não ia deixar de colocar fotos dos pratos na rede, para matar todo mundo de inveja e fome a cada encontro ;-)

O blog acabou acontecendo pela necessidade de colecionar essas receitas, esses momentos e até as piadas bestas (hello, Victor!) Como a turma já se reúne há mais de ano, vamos começar postando do jantar mais recente, na casa da Dani, e apresentar, aos poucos, esse pessoal que, entre uma pauta e outra, se amarra em remexer as panelas.

E, como diria a sábia Anitta, nosso negócio é deixar vocês BA-BAN-DO! :-D